Educação Básica Revista https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr <p>Desde 2015, a <strong data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="15">EBR - Educação Básica Revista</strong> consolida-se como um espaço de excelência para a divulgação científica na educação. Nosso periódico publica produções de docentes da Educação Básica e professores em formação, abrangendo desde reflexões sobre práticas pedagógicas no Ensino Fundamental e Médio até resultados de pesquisas de pós-graduação (<em data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="351">lato</em> e <em data-path-to-node="2,0" data-index-in-node="358">stricto sensu</em>). Com um olhar interdisciplinar, acolhemos relatos de experiência, estágios e artigos de todas as áreas do conhecimento.</p> <p>Arte: Herê Fonseca</p> <p>Qualis B1 (2020-2024)</p> Vitória Azevedo da Fonseca, Patrícia Oliveira pt-BR Educação Básica Revista 2447-5971 TDICS NAS ESCOLAS PÚBLICAS E O RACISMO ESTRUTURAL https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/318 <p>O presente artigo tem como objetivo analisar o uso e apropriação das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) nas escolas públicas, refletindo sobre os desafios e as potencialidades de uma educação que busque cotidianamente uma postura antirracista. Para tanto, aplica-se uma abordagem de pesquisa qualitativa e reflexiva, de caráter teórico, fundamentada em uma revisão bibliográfica crítica de autores negros brasileiros e pensadores da área das TDICs e educação. O texto discute como o racismo estrutural e as imbricações interseccionais influenciam as práticas pedagógicas, inclusive nas mediadas pelas TDICs baseando-se em autores como Sílvio Almeida, Sueli Carneiro, Cida Bento, Nilma Lino Gomes, Bárbara Carine Soares Pinheiro, dentre outros. Buscou-se problematizar o risco das tecnologias digitais, quando usadas apenas como ferramentas e sem criticidade, reforçarem processos de invisibilidade e exclusão simbólica, principalmente, de estudantes negros. Pretende-se analisar as limitações das propostas políticas de inclusão digital e os desafios que se têm na formação de professores com ênfase na justiça racial. O artigo também sinaliza o quanto é necessário a ressignificação curricular e de práticas pedagógicas que valorizem a representação, a autoria e a produção de saberes contra-hegemônicos no ambiente escolar e as tecnologias digitais podem ser um instrumento para tal . Conclui-se que a promoção de uma educação antirracista mediada pelas TDICs exige uma intencionalidade política que reconheça a necessidade de se enfrentar as desigualdades raciais e também valorizar as vozes que foram silenciadas ao longo da história no ambiente educacional.</p> Daniele Cristiane Ferreira Paixão Viveiros Adna Candido de Paula Elayne de Moura Braga Copyright (c) 2026 Daniele Cristiane Ferreira Paixão Viveiros, Adna Candido de Paula, Elayne de Moura Braga 2026-05-21 2026-05-21 11 3 5 16 ENTRE A NORMA E A PRÁTICA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/311 <p>Este artigo tem como objetivo analisar os desafios enfrentados pelos gestores escolares na implementação das políticas públicas de inclusão educacional no Brasil, com ênfase nos direitos dos estudantes público-alvo da Educação Especial (PAEE), conforme estabelecido pela legislação vigente. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido por meio de revisão integrativa da literatura científica nacional publicada entre 2000 e 2024. Os dados foram organizados por meio de análise categorial temática. Os resultados evidenciaram lacunas na formação dos gestores, carência de recursos materiais e humanos, resistência institucional e fragilidade no apoio técnico-pedagógico. Por outro lado, também foram identificadas experiências exitosas que demonstram o potencial transformador da gestão escolar quando orientada por princípios democráticos e inclusivos. Conclui-se que os gestores podem atuar como mediadores estratégicos na efetivação da inclusão, desde que apoiados por políticas públicas estruturantes, formação continuada e cultura institucional comprometida com a equidade.</p> <p>&nbsp;</p> Kétlen Luna dos Prazeres Porto Pereira Copyright (c) 2026 Kétlen Luna dos Prazeres Porto Pereira 2026-05-21 2026-05-21 11 3 17 30 REFLEXÕES SOBRE O SUBPROJETO BIOLOGIA DO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/316 <p>Este texto traz as impressões e reflexões dos diversos atores envolvidos no Subprojeto Biologia do Programa Residência Pedagógica, &nbsp;durante o edital de 2022 a 2024: residentes, preceptores e docente orientadora na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, campus Diamantina/MG. É consenso entre os envolvidos que o programa tem impactos positivos na formação de professores, tanto inicial quanto continuada e permanente, bem como na melhoria da aprendizagem dos estudantes da educação básica. O contato imersivo com a realidade escolar, com os desafios e gratificações da docência é em grande parte responsável pelo sucesso do programa, que deveria se estender a todos os licenciandos. No entanto, há que se ponderar que as precárias condições de trabalho e os baixos salários dos professores de escolas públicas da educação básica, ainda seguem sendo entraves para a construção da identidade profissional docente dos residentes.</p> Luciana Resende Allain Telma do Socorro Morais Samuel Cunha Oliveira Giordani Sélvia Taciana Josiana Maciel de Paula Silva Copyright (c) 2026 Luciana Resende Allain, Telma do Socorro Morais, Samuel Cunha Oliveira Giordani, Sélvia Taciana Josiana Maciel de Paula Silva 2026-05-21 2026-05-21 11 3 31 48 CICLO DE DEBATES EM SAÚDE COLETIVA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/309 <p>&nbsp;A extensão universitária pode ser entendida e praticada como uma ferramenta importante de aproximação entre acadêmicos e população externa ao ambiente universitário, já que possibilita um contato desses com as comunidades locais. O Conselho Nacional de Educação, através das diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira, passou a preconizar um mínimo de 10% de atividades extensionistas na carga horária total da Estrutura Curricular Estudantil dos cursos de graduação. Dessa forma, as atividades de extensão podem ser associadas também como atividades de ensino. O objetivo deste trabalho é o de relatar o desenvolvimento de três (3) Ciclos de Debates realizados junto a estudantes da Educação para Jovens e Adultos (EJA) de uma Escola Estadual (EE) da cidade de Diamantina, Minas Gerais, no período de agosto a novembro de 2022. Os encontros foram divididos em três temas: 1º Ciclo: “O que é viver bem?” e “O que nos falta para viver bem?”; 2º Ciclo: “O que podemos fazer para viver bem?” e; 3º Ciclo: “O que podemos fazer coletivamente para viver bem?”. Os resultados mais gerais das atividades aqui relatadas demonstraram a importância da construção de vínculos e de se levar a sério os espaços de promoção de diálogo, no sentido mais amplo da palavra, no qual os participantes possam ser efetivamente considerados como sujeitos e as diferentes visões de mundo e conhecimentos possam ser integradas e, assim, transformadas em novas modalidades de atuação e de participação em áreas tão importantes para a cidadania e para a promoção da igualdade.</p> Aguida Melissa Santos Ana Paula Azevedo Hemmi André Luís Lopes Borges de Mattos Paulo Afranio Sant’Anna Copyright (c) 2026 Aguida Melissa Santos, Ana Paula Azevedo Hemmi, André Luís Lopes Borges de Mattos, Paulo Afranio Sant’Anna 2026-05-21 2026-05-21 11 3 49 60 PERCEPÇÕES DE PROFESSORES E SUPERVISORES SOBRE AS AVALIAÇÕES DO REGIME ESPECIAL DE ATIVIDADES NÃO PRESENCIAIS EM UMA ESCOLA DO CAMPO https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/314 <p>O presente artigo refere-se a um recorte de uma dissertação que teve como objetivo identificar as percepções do corpo docente sobre as avaliações do Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP). Sendo assim, o trabalho em questão é de natureza qualitativa, exploratória e descritiva. O cenário foi uma escola do campo, localizada em um município do interior de Minas Gerais. Como técnica para coleta de dados, utilizamos o grupo focal com 8 professores e 1 supervisora. Diante dos resultados encontrados, reforça-se a necessidade de políticas públicas que reduzam as diferenças educacionais, levando em consideração a importância da educação para o bem-estar dos indivíduos. Na percepção dos professores e supervisores, eles enfrentaram vários desafios relacionados ao REANP, quais sejam: processo de adaptação tecnológica, estrutura familiar, falta de interesse, entre outros. Em relação às avaliações, todos os participantes do grupo focal foram unânimes em afirmar que as avaliações ocorrem muitas das vezes de forma engessada. Diante disso, nossos dados apontam sobre a possibilidade de ampliar o uso dos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para além do sistema de bonificação, bem como a necessidade de escuta e autonomia referente ao corpo docente.</p> Denalda Lopes Cordeiro Luana Pereira Leite Schetino Luciana Resende Allain Grazielle Souza Neves Copyright (c) 2026 Denalda Lopes Cordeiro, Luana Pereira Leite Schetino, Luciana Resende Allain, Grazielle Souza Neves 2026-05-21 2026-05-21 11 3 61 80 TECNOLOGIA E MATEMÁTICA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/319 <p>Este estudo investigou a integração do pensamento computacional e das tecnologias digitais, com foco no uso do software GeoGebra no ensino de Matemática no Ensino Médio, em consonância com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Referencial Curricular de Minas Gerais (CRMG). A BNCC reconhece o pensamento computacional e a cultura digital como competências essenciais, enquanto o CRMG incentiva o uso pedagógico de recursos tecnológicos para promover uma aprendizagem dinâmica e significativa. A atividade foi estruturada em etapas sequenciais: apresentação e exploração do GeoGebra, execução de construções geométricas e reflexão coletiva sobre a experiência. Participaram alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da Escola Estadual Professor José Jório, em São João do Manteninha, Minas Gerais. A inclusão de alunos do 9º ano justifica-se pela transição para o Ensino Médio, fase estratégica para o fortalecimento de habilidades cognitivas e tecnológicas. Eles responderam a um questionário que avaliou a compreensão dos objetivos, a participação, a facilidade de uso, as dificuldades e a satisfação geral. Os resultados indicaram que a maioria dos participantes compreendeu plenamente a proposta, reconheceu que o GeoGebra facilitou a aprendizagem e atribuiu notas altas à experiência. As principais dificuldades envolveram o manuseio do software e a interpretação das instruções, destacando a necessidade de mediação do professor e momentos de familiarização com a tecnologia. Conclui-se que o uso planejado do GeoGebra potencializa o ensino de Matemática, tornando-o mais interativo e significativo, estimulando a autonomia, a colaboração e reduzindo a resistência ao uso de tecnologias digitais, além de contribuir para o desenvolvimento de competências essenciais para o século XXI.</p> Valéria Gonçalves Lopes Loubach Silvia Swain Canôas Copyright (c) 2026 Valéria Gonçalves Lopes Loubach Gonçalves Lopes Loubach, Silvia Swain Canôas 2026-05-28 2026-05-28 11 3 81 97 SANEAMENTO BÁSICO https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/317 <p>Este trabalho propõe uma abordagem didática para o ensino de separações de misturas por meio do tema "saneamento básico", com base na perspectiva CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente). A proposta foi desenvolvida com estudantes do ensino fundamental, utilizando como recurso prático a construção da tecnologia social do filtro caseiro, relacionando conceitos científicos à realidade social e ambiental dos alunos. Através da abordagem CTSA, buscou-se promover uma aprendizagem crítica e contextualizada, fortalecendo a compreensão dos impactos sociais, econômicos e ambientais associados ao saneamento. Como resultado, observou-se maior engajamento dos estudantes e a ampliação de suas reflexões sobre a importância do acesso à água potável e das tecnologias de tratamento da água e do esgoto.</p> Luís Miguel Cardozo Gomes Mayra Cristiny Fernandes Adair Gonçalves Sena Luciana Resende Allain Maíra Figueiredo Goulart Copyright (c) 2026 Luís Miguel Cardozo Gomes, Mayra Cristiny Fernandes, Adair Gonçalves Sena, Luciana Resende Allain, Maíra Figueiredo Goulart 2026-05-21 2026-05-21 11 3 99 110 CIÊNCIA DO TEXTO/DISCURSO E ENCONTRO DE SABERES EM AÇÕES DO PIBID https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/310 <p>Este texto propõe uma breve análise da interface entre os estudos do texto/discurso e a iniciativa do “Encontro de Saberes”, destacando a relevância da inclusão de conhecimentos tradicionais no ambiente acadêmico. O estudo se insere no contexto dos estudos linguísticos e da Análise do Discurso, realizado em uma Unidade Curricular (Estudos do Texto e do Discurso) da Licenciatura em Educação do Campo, em que, base em autores como Bakhtin, Benveniste, Foucault, Orlandi, Pêcheux, entre outros, se verificou como a linguagem constrói e o texto/discurso evidencia relações de poder e saber e as construções de sentido e efeito de sentido discursivo. Procurou-se evidenciar também como a valorização de diferentes epistemologias pode enriquecer o universo acadêmico dos estudos da linguagem humana. Serão abordados conceitos fundamentais da Análise do Discurso e a sua aplicabilidade em experiência de ensino, por exemplo, nos Programas PIBID e RP desenvolvidos, há um tempo, na LEC/UFVJM, com base em análise discursiva das falas de mestres tradicionais, ressaltando-se a importância do reconhecimento de seus saberes para a construção de um currículo mais inclusivo e interdisciplinar.</p> Amanda Pereira dos Santos Caroline Rodrigues Ferreira Maria Claudia Barbosa Nogueira José Cláudio Luiz Nobre Copyright (c) 2026 Amanda Pereira dos Santos, Caroline Rodrigues Ferreira, Maria Claudia Barbosa Nogueira, José Cláudio Luiz Nobre 2026-05-21 2026-05-21 11 3 111 124 TECNOLOGIAS DIGITAIS E CULTURA MAKER NO ENSINO DE CIÊNCIAS https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/320 <p>O uso de tecnologias em projetos educacionais favorece o letramento digital, estimula o pensamento computacional e contribui para o desenvolvimento de competências essenciais, como a resolução de problemas em contextos interdisciplinares. Nesse cenário, a Cultura Maker, que incentiva a criação de projetos práticos integrando teoria e prática, destaca-se como uma abordagem inovadora para a inserção consciente de recursos tecnológicos no ensino. A combinação entre tecnologias educacionais e a Cultura Maker pode potencializar a aprendizagem por meio de experiências práticas, criativas e colaborativas. Este trabalho apresenta experiências que utilizaram a placa Makey Makey como ferramenta tecnológica para explorar conceitos de circuitos elétricos no ensino de Ciências, realizada por estudantes do 8º ano, com ênfase no aprender fazendo e no trabalho em grupo. Durante o processo, os alunos criaram um “laboratório assombrado”, desenvolvendo quatro projetos que acionavam sons e interações ao fechar circuitos elétricos por meio do toque em elementos condutores conectados ao Makey Makey. Os resultados da atividade evidenciaram que o uso consciente de tecnologias educacionais, com intencionalidade pedagógica, fortalece o protagonismo estudantil, estimula a criatividade, o pensamento lógico e a capacidade de resolver problemas. Dessa forma, a proposta contribui para uma educação mais alinhada às demandas atuais e inspira professores a adotarem práticas criativas e tecnológicas, favorecendo o engajamento e a relevância do aprendizado.</p> Leticia Mattos Dos Anjos Nathalia Mattos dos Anjos Copyright (c) 2026 Leticia Mattos Dos Anjos, Nathalia Mattos dos Anjos 2026-05-21 2026-05-21 11 3 125 146 ANATOMIA VEGETAL E ENSINO DE BOTÂNICA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/308 <p>O presente estudo teve como objetivo analisar as percepções de estudantes sobre o uso de laminários físicos e digitais no ensino de anatomia vegetal durante a pandemia de COVID-19 e após a mesma, em uma universidade de Minas Gerais. A metodologia incluiu uma abordagem qualitativa, utilizando questionários para alunos que participaram das aulas remotamente (com fotomicrografias) e presencialmente (com lâminas e microscópios), sendo analisados a partir da metodologia de Análise de Conteúdo (AC) de Laurence Bardin (1977), onde foram analisadas duas categorias, a primeira sendo Percepções dos estudantes acerca dos impactos do uso de diferentes metodologias no processo de ensino-aprendizagem, e a segunda sendo Percepções dos estudantes acerca dos limites e potencialidades de um laminário, com as subcategorias: Laminário Virtual e Laminário Físico. Os resultados mostram que, no ensino remoto, 60% dos alunos relataram insegurança ao identificar estruturas anatômicas, em contraste com os alunos do ensino presencial, onde todos se mostraram confiantes. A prática de fazer desenhos esquemáticos foi considerada positiva pelos alunos presenciais, enquanto os alunos remotos descreveram a atividade como “difícil” e “chata”. Conclui-se que o laminário físico promoveu uma aprendizagem mais eficaz, enquanto o laminário digital foi útil, mas apresentou limitações significativas para a assimilação prática do conteúdo. Este estudo ressalta a importância de metodologias práticas e presenciais no ensino de botânica para uma compreensão mais profunda e segura das estruturas anatômicas vegetais.</p> Bernardo Otávio Dias Ramon Martins Ferreira Filho Kawany Moreira Soares dos Santos Dayana Maria Teodoro Francino Copyright (c) 2026 Bernardo Otávio Dias, Ramon Martins Ferreira Filho, Kawany Moreira Soares dos Santos, Dayana Maria Teodoro Francino 2026-05-21 2026-05-21 11 3 147 170 LITERATURA INFANTIL E FORMAÇÃO DOCENTE: TECENDO DIÁLOGO SOBRE OS PROGRAMAS DE EXTENSÃO LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA REGIÃO DO ALTO JEQUITINHONHA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/313 <p>O objetivo do artigo é apresentar um relato de experiência sobre o desenvolvimento do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI/2024) nos Vales Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas Gerais, no que se refere às múltiplas linguagens e à Literatura Infantil. Consideram-se os registros das palestras e as discussões sobre a formação de professores da Educação Infantil nos Encontros dos Fóruns Regionais de Educação Infantil (2023); Encontros Ampliados do Fórum de Educação Infantil na Região do Alto Jequitinhonha – FEIRAJ (2024); Seminário do Curso de Pedagogia da UFVJM (2024) e os documentos oficiais como: Critérios para um atendimento em creche que respeite os direitos das crianças (2009); Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (DCNEI, 2010); Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para se estabelecer o diálogo com a proposta de formação continuada para a professora de Educação Infantil - LEEI. Os princípios, a metodologia e os conteúdos trabalhados no LEEI/2024 demonstraram compromisso com as práticas pedagógicas que valorizam as múltiplas linguagens, em especial a literatura infantil, formando professoras que desenvolvam um repertório de leitura e construam critérios avaliativos ao se deparar com um texto literário com outro, reconhecendo-se a presença de valores políticos, ideológicos, éticos e estéticos no texto. Afetada pela&nbsp;arte literária, a práxis docente se redimensiona, promove a literatura nas propostas pedagógicas junto às crianças, aproxima as professoras da leitura, vivifica os diálogos, sensibiliza e amplia a experiência individual de leitura e no modo de se conviver com ela.</p> Maria Amélia de Castro Cotta Úrsula Adelaide de Lélis Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida Copyright (c) 2026 Maria Amélia de Castro Cotta, Úrsula Adelaide de Lélis, Shirley Patrícia Nogueira de Castro e Almeida 2026-05-21 2026-05-21 11 3 171 182 ANÁLISE DO DESEMPENHO DE ALUNOS EM AULAS DE CIÊNCIAS A PARTIR DA GESTÃO DA APRENDIZAGEM https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/307 <p>O presente estudo, desenvolvido no âmbito do Programa Residência Pedagógica, tem como objetivo principal o de analisar/caracterizar o perfil de aprendizagem dos estudantes, buscando salientar possíveis diferenças entre duas turmas do sexto ano do ensino fundamental, enturmadas de acordo com o desempenho escolar. A ênfase do estudo está sob a análise da aprendizagem dos estudantes, através da aplicação de uma sequência de aulas sobre teoria celular utilizando slides, modelo de célula e aula prática com utilização de microscópios. Foi realizada uma análise de documentos como o portfólio e relato de experiência da licencianda residente. Os alunos participantes da pesquisa fazem parte de uma escola pública de Diamantina-MG que atende vários perfis de alunos, sendo a grande maioria negra e de classe média/baixa, residindo em Diamantina ou em zonas rurais. O estudo feito é do tipo qualitativo, tendo a coleta dos dados sido realizada por diferentes instrumentos, em especial os desenhos realizados pelos alunos ao final da aula, e também pela análise do portfólio da primeira autora, e relato da professora preceptora. Após a análise dos dados, pode-se verificar que as turmas apresentam uma enturmação homogênea e por desempenho, o que reforçou a defasagem na aprendizagem de parte dos indivíduos que já possuíam dificuldades.</p> Adriana Farnezi Gomes Selvia Taciana Josiana Maciel de Paula Silva Luciana Resende Allain Maria do Perpétuo Socorro de Lima e Costa Copyright (c) 2026 Adriana Farnezi Gomes, Selvia Taciana Josiana Maciel de Paula Silva, Luciana Resende Allain, Maria do Perpétuo Socorro de Lima e Costa 2026-05-21 2026-05-21 11 3 183 196 A DEMOCRATIZAÇÃO DIGITAL NO ESPAÇO ESCOLAR RURAL https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/306 <p>Este relato tem como objetivo apresentar a experiência da EMEF Pedro Kunz, escola do campo localizada em Santa Maria (RS), como um exemplo inspirador de articulação entre educação integral, inclusão digital e desenvolvimento comunitário. A proposta pedagógica da escola integra o currículo formal a oficinas interdisciplinares, com foco na inserção qualificada das tecnologias digitais no ambiente escolar. Com o apoio do Programa Educação Conectada, foi possível garantir acesso à internet de qualidade, aquisição de equipamentos e formação continuada de professores, fortalecendo práticas pedagógicas inovadoras alinhadas à BNCC. A escola também se consolida como espaço de pertencimento e construção identitária, promovendo ações comunitárias&nbsp;como cursos sobre redes sociais voltados a mães empreendedoras, em parceria com a UFSM, ampliando sua função social e fortalecendo o protagonismo local. As aulas de Informática Educativa contemplam os eixos estruturantes da Computação na BNCC — pensamento computacional, cultura digital e compreensão crítica das tecnologias — utilizando metodologias ativas e mediação pedagógica para articular teoria e prática. Entre as ações de destaque, o projeto Aluno Monitor evidencia uma estratégia de mediação entre pares, baseada na perspectiva sociocultural da aprendizagem. Assim, a experiência da EMEF Pedro Kunz demonstra o potencial transformador da escola rural quando há sinergia entre políticas públicas, inovação educacional e justiça social.</p> Andreia Moro Chiapinoto Hivi de Jesus Souto Elisiane Machado Lunardi Copyright (c) 2026 Andreia Moro Chiapinoto, Hivi de Jesus Souto, Elisiane Machado Lunardi 2026-05-21 2026-05-21 11 3 197 208 FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICA REFLEXIVA https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/312 <p>Este relato de experiência tem como propósito analisar as contribuições da carta pedagógica como instrumento metodológico de reflexão crítica sobre o próprio processo formativo docente, no contexto do Subprojeto Alfabetização, do curso de Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a distância, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A carta pedagógica é compreendida como uma prática de escrita reflexiva e autobiográfica que permite ao futuro professor narrar e interpretar sua trajetória educativa. Inspirada na pedagogia de Paulo Freire, pautada na escuta e no diálogo, essa prática mobiliza a memória, a experiência e o pensamento crítico, favorecendo a ressignificação do percurso formativo. Para fins deste texto, foram analisadas 43 cartas escritas por bolsistas de iniciação à docência dos polos dos municípios de Itamarandiba, MG, Francisco Sá, MG e São João da Ponte, MG, no período de dezembro de 2024 a maio de 2025. As bolsistas relataram suas experiências, desafios e aprendizagens, estabelecendo um diálogo reflexivo entre teoria e prática. A análise evidenciou que esse exercício de escrita contribuiu para a construção da identidade profissional e o desenvolvimento da autonomia intelectual e da capacidade crítica das participantes, habilidades essenciais ao exercício da docência na educação básica. A utilização da carta pedagógica também ampliou a compreensão das futuras alfabetizadoras acerca da complexidade do processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para qualificar suas ações de planejar, executar e avaliar a própria prática pedagógica.</p> Niusarte Virginia Pinheiro Simone Grace de Paula Zikivane Alves Copyright (c) 2026 Niusarte Virginia Pinheiro, Simone Grace de Paula, Zikivane Alves 2026-05-21 2026-05-21 11 3 209 222 PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E MULTILETRAMENTOS NO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/315 <p>Este relato de experiência apresenta uma prática pedagógica desenvolvida com uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal, situada em área urbana, cujo objetivo foi promover a alfabetização e o letramento por meio da inserção de gêneros textuais digitais no cotidiano da sala de aula. A proposta partiu da constatação de que os alunos demonstravam interesse e familiaridade com recursos tecnológicos, mas tinham dificuldades em compreender e produzir textos formais. A intervenção ocorreu ao longo de dois meses e envolveu atividades com e-mails, blogs escolares e histórias em quadrinhos digitais, articulando habilidades de leitura, escrita e uso crítico da internet. O trabalho fundamentou-se nas perspectivas de multiletramentos e nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), priorizando a valorização de práticas sociais de linguagem. Os resultados evidenciaram avanços significativos na compreensão de diferentes formatos textuais, ampliação do vocabulário e maior engajamento nas produções escritas. Conclui-se que a integração planejada de gêneros digitais pode potencializar processos de alfabetização e letramento, aproximando-os das realidades e interesses dos estudantes.</p> Davi Xavier Rocha Daniel Xavier Brant Ana Angélica Miranda Veloso Maria Camila Barbosa de Souza Copyright (c) 2026 Davi Xavier Rocha, Daniel Xavier Brant, Ana Angélica Miranda Veloso, Maria Camila Barbosa de Souza 2026-05-21 2026-05-21 11 3 223 232 EDITORIAL https://educacaobasicarevista.com.br/index.php/ebr/article/view/324 <p>O texto apresenta a edição especial da revista Educação Básica Revita voltada ao <strong>VI Encontro de Iniciação à Docência (ENID)</strong>, um evento realizado pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) que promove o diálogo e a integração entre a universidade e as escolas de Educação Básica. A publicação reúne artigos e relatos de prática focados em desafios contemporâneos — como inclusão, uso de tecnologias digitais, educação antirracista e ensino no campo —, reafirmando a escola pública como um espaço vivo de investigação e valorizando a formação crítica e coletiva de professores.</p> Patrícia Machado de Oliveira Copyright (c) 2026 Patrícia Machado de Oliveira 2026-05-21 2026-05-21 11 3 1 4